Raphaël

Raphaël – Tradução: Bárbara Fraga Góes

Tem sete letras, três vogais
O prenome do Rafael
Eu sussurro à sua orelha
E cada letra bem faceira
É a trema que enfeitiça
No prenome do Raphaël
Se misturam o a e o e
Se misturam lá no el

Raphaël, tem ar de anjo
Mas é um diabo no amor
Ah seus quadris
E seu olhar de veludo
Ele balança
Ele balança
Noites brancas
Ai que tudo, hmm

Adoro notas gosto de mel
No prenome do Raphaël
Eu as sussurro ao levantar
Entre as plumas ao sonhar
Que o dia seja belo
Eu me perfumo Rafael
Pele maçã, pai  do céu
Arcanjo estranho de outro céu
Sem delícia, sem muito mel
Sem malícia Raphaël
Os dias sem ele são ruins
E minhas noites mais ainda
Sem inquietude, um prelúdio
Sem promessas de eterno
Nossa vida no colchão
E nosso mundo lá no céu

Raphaël, tem ar de sábio
Seu canto é de veludo
Sua voz grave
E seu olhar mudo
Quando ele conta
Ele desponta
Eu posso o escutar
Noite e dia, hummm

Sete letras, três vogais
O prenome do Raphaël
Falo baixinho e isso o faz rir como o céu

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Raphaël – Carla Bruni

Quatre consonnes et trois voyelles
C’est le prénom de Raphaël
Je le murmure à mon oreille
Et chaque lettre m’émerveille
C’est le tréma qui m’ensorcelle
Dans le prénom de Raphaël
Comme il se mêle au a au e
Comme il les entre-mêle au l
Raphael à l’air d’un ange
Mais c’est un diable de l’amour
Du bout des hanches
Et de son regard de velours
Quand il se penche
Quand il se penche
Mes nuits sont blanches
Et pour toujours
Hmm
J’aime les notes au goût de miel
Dans le prénom de Raphaël
Je les murmure à mon réveil
Entre les plumes du sommeil
Et pour que la journée soit belle
Je me parfume Raphaël
Peau de chagrin pâtre éternel
Archange étrange d’un autre ciel
Pas de délice pas d’étincelle
Pas de malice sans Raphaël
Les jours sans lui deviennent ennui
Et mes nuits s’ennuient de plus belle
Pas d’inquiétude pas de prélude
Pas de promesse à l’éternel
Juste le monde dans notre lit
Juste nos vies en arc en ciel
Raphaël a l’aire d’un sage
Et ses paroles sont de velours
De sa voix grave
Et de son regard sans détour
Quand il raconte
Quand il invente
Je peux l’écouter
Nuit et jour
Hmm
Quatre consonnes et trois voyelles
C’est le prénom de Raphaël
Je lui murmure à son oreille
Ca le fait rire comme un soleil

Vulcões / Volcano

Vulcões – Bárbara F. Góes

Não se prenda desse jeito
Vai machucar
Beijei sua boca e peito
Eu precisava
Não se prenda no seu ser
Vulcões vão lhe derreter

Que eu sou pra você
Não é real
Que eu sou pra você
Você não quer
O que eu sou pra você
Você não é pra mim
Você me deu milhas e milhas
Eu quero o mar enfim

Não se atire desse jeito
Não quero olhar
Beijei sua boca e peito
Você precisava
Não sufoque o meu querer
Vulcões vão me derreter

Que eu sou pra você
Não é real
Que eu sou pra você
Você não quer
O que eu sou pra você
Você não é pra mim
Você me deu milhas e milhas
Eu quero…

O que eu dei a você
Eu sentia
Não, nada novo
Apenas uma fase
O que eu preciso
Me faz sangrar
É como um vício, mas
É muito cedo pra tratar

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Volcano – Damien Rice

Don’t hold yourself like that
You’ll hurt your knees
I kissed your mouth and back
But that’s all I need
Don’t build your world around
Volcanoes melt you down

What I am to you is not real
What I am to you you do not need
What I am to you is not what you mean to me
You give me miles and miles of mountains
And I’ll ask for the sea

Don’t throw yourself like that
In front of me
I kissed your mouth your back
Is that all you need?
Don’t drag my love around volcanoes melt me down

What I am to you is not real
What I am to you you do not need
What I am to you is not what you mean to me
You give me miles and miles of mountains
And I’ll ask for…

What I give to you
Is just what i’m going through
This is nothing new
No no just another phase of finding
What I really need is what makes me bleed
And like a new disease she’s still too young to treat

Não só mais uma superstição

Queridos e queridas, amigos e amigas
Hoje mais do que sempre preciso dizer
O quanto fui feliz, até quando eu sabia
Agora, que estou caminhando, pra morrer
Percebo quantas vidas eu vivi que eram a mesma, eu
Muitas vezes nem percebi, rejeitei e sofri
Hoje as mato, morro e renasço feliz

Anuncio com carinho a partida
Espero que não seja nada de se doer
Tudo o que eu tive, eu dividia
Muito do que eu experimentei, quis oferecer
Alguns lamentos, fui enganda, e sei, é tudo meu
Tudo o que eu quis, entreguei e sorri
Muitas vezes sem respostas tive o que quis

Procurei e procuro fora de mim a vida
Por dentro confabulando, tento entender
Eu sei que às vezes é muita covardia
Não ter coragem de esperar a próxima vez nascer
Estranha, vivo a procurar e esqueço de quem sou eu
Prendo-me à desafios e não, não desisti
Só pra depois poder dizer, aprendiz

Vou arrumar a bagunça para a minha ida
Deixo um mundo mais simétrico para quem suceder
Pois a caverna não está mais em minha moradia
Tenho que ir, procurar de verdade um novo ser
Anseio por esta morte, por tantas que morreu
E nas resiliências, eu até me perdi
Mas, morrer para sempre, bem que se quis

Posso estar confundindo tudo numa pira
Assumo os riscos, quero crescer
Quem eu sou, o que faço, o que farei o que eu fazia?
Rompi com muitas Bárbaras para sobreviver
Disso nunca tive muito medo, pareceu
Alguns dias eu sofri
Nem usei os post it’s

Melhor não cair nesta mentira
Estou na caverna procurando responder
Não existe eco para a minha voz vish maria
Inúmeras inaderências, nada a prender
Só pra fora de mim. assim aprendi
Toocarei uma música para ser feliz

 

 

 

O mundo me virou de cabeça pra baixo

Se a minha vida virou uma merda
Eu já nem sei
Fico pensando, imaginando sonhos
Tudo  passei
Um dia eu amei, tanta crueldade
Sorri, chorei
Para ver em mim nascer e morrer a luz
Não, nem neguei
Tantas vezes acordo, um novo mundo
Uns odiei
Não sei entender o porque de decifrar
Porque errei
Não me esqueci dentro (de) mim a sombra
Mesma verei
Do útero da discórdia paradoxal
Renascerei?
O mundo me virou cabeça a baixo

Me revirei
Resistir às lanças da tormenta inside
É o play
Engasgado grito amordaça gentes
Então pulsei
também ainda….
não dormirei.

Minha antiga lista

Decidi uma vez
Decidido, decidida
quero e não quero!
Entender… entenda

não

Relacionar

mentir mentiras descaradamente covardes
medo, como se alguém pudesse prever de verdade

Passivamente tanto quanto ativa

Corajosamente ter prazer da paz e da saúde que a alegria proporciona, gozar a alegria com ousadia

Da segurança e espaço para conquistas, com ou sem compromissos
só fica a certeza da sensibilidade
os resultados da inteligência

calma

é um

esforço

respons-abil- é
-idade

um dia eu me lembrei que de tudo eu esqueci e não quis mais saber de nada que eu soubera. mas sabia que iria terminar assim…

Início

Eu quero dizer
tudo pra você.
O que eu calei, por medo, insegurança e desprazer.
Agora quero fazer.
Eu sinto medo e vergonha, de ser, amar, odiar.
Mas decidi falar. Pelo menos.
Tenho coragem de admitir, mesmo que seja só a constatação da queda. Gosto de me expor ao ridículo só para compensar a falta anterior.
La chute. Tomber !

Fico brincando com as palavras, como se eu pudesse controlar a vida, transformá-la num esquema perfeito de compreensão e desilusão. Os pensamentos são enormes. Os sentimentos por vezes, esqueço que são ainda maiores. Pensar, sentir, amar. Viver. Escrever, dizer. Ver, olhar e ouvir. Receber é o mesmo que dar. Estes movimentos são circunstâncias que fazem acordar para o que é viver, vivo, viva o viver. Pleno de decepções, ilusões que apagam e ensinam a valorizar o bem-querer. É sagrado(…) O momento viver.

Um espasmo e não me lembro. Gostaria de saber agora quais foram as palavras escolhidas para a queda e me dou conta que talvez elas nem sejam tão importantes assim, ou seriam lembradas? A ansiedade da queda fez o desespero, a sede, reviver. Assim caminha a humanidade para a morte. Morrer. Renascer, viver, reviver, esquecer, querer, ter e morrer.

Quero compartilhar estes sentimentos e continuo sem coragem de viver e de escolher, sem responsabilidade para com. Bem. Querer. Estes movimentos levam-me para dentro e deep keep into the ocean com toda essa matéria em decomposição. Muitas reações. Big bang! Até tudo deixar-existir novamente. Erroneamente vagando até o momento em que há a sensação de decisão. Aquele que não deixa dúvida, até o ponto em que é rememorado, descontextualizado e por fim acabado. Por tudo isso não há um fim.

Despertar

Quando penso encontrar
Tudo debulha ao mar
Encontro-me assim, à deriva, a navegar, sem pensar
Tudo num olhar e não mais desejar
Agora mesmo ponho-me a andar
Queria amar
Estando a esperar
O despertar do sol que se põe no mar

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